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PF prende cinco suspeitos de tráfico internacional de pessoas



Operação ocorre em Goiás e tem participação da polícia da Suíça.
Grupo é suspeito de aliciar brasileiras e encaminhá-las para o exterior.

Cinco pessoas foram presas nesta quarta-feira (14), em Anápolis e São Miguel do Passa Quatro (ambas em Goiás), em uma operação da Polícia Federal, em conjunto com a polícia da Suíça, contra uma quadrilha suspeita de tráfico internacional de pessoas. Também foram apreendidos documentos dos suspeitos de envolvimento no esquema.

Segundo a assessoria de imprensa da PF, o grupo aliciava mulheres brasileiras e as encaminhava para a Suíça. As investigações no Brasil tiveram início depois da prisão de dois irmãos, suspeitos de comprar um bebê para vendê-lo para um casal estrangeiro.

Na Suíça, um suspeito de participação na quadrilha deve ser interrogado.

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14/01/09 - 10h59 - Atualizado em 14/01/09 - 10h59

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Defesa de Carlos Cruz pede absolvição

A defesa de Carlos Cruz pediu hoje a absolvição do apresentador no caso Casa Pia, afirmando que todo o processo nasceu de uma mente "visionária": a do procurador do Ministério Público João Guerra, que chefiou a fase de inquérito.
Destak/Lusa | destak@destak.pt

"[João Guerra] é o responsável pelo que aconteceu. Contou com gente incapaz à sua volta. O processo só foi possível porque o Ministério Público actuou como visionário, alguém que tem uma visão e a persegue sem olhar a meios porque acredita nela e passa por cima do elementar", disse o advogado Ricardo Sá Fernandes na conclusão das suas alegações finais.

Pelo meio, reiterou as críticas que já tinha feito à investigação, nomeadamente ao que considera as deficiências nos interrogatórios aos alunos da Casa Pia que foram alegadamente vítimas de abusos sexuais por parte dos arguidos e a falta de investigação à volta dos locais onde supostamente ocorreram esses mesmos abusos.

"Isto não podia ter acontecido. Qualquer pessoa com o mínimo de bom senso e conhecimento da experiência humana teria que ir aos locais, ouvir as pessoas, ver quando foram construídas as casas [onde alegadamente ocorreram abusos]. Isto só não foi feito porque o estado de histeria era tão grande que não valia a pena ou porque havia o medo de que esses elementos contrariassem as acusações feitas aos arguidos", afirmou, acrescentando que "não houve o discernimento de parar para pensar e isso é de uma enorme gravidade e terá que ser apurado em momento próprio".

O advogado do apresentador de televisão voltou ainda a referir a influência no processo de "uma comunicação social sedenta de protagonismo, lucro e audiências" e de "conjuradores" como a ex-provedora da Casa Pia Catalina Pestana, que acreditaram nos testemunhos dos jovens "sem espírito crítico", lançando-se "numa cruzada para a qual não tinham qualquer fundamento".

"Racionalidade, racionalidade, racionalidade", pediu o causídico ao tribunal, afirmando que será esse o "caminho certo para que se faça a justiça de inocentar quem está inocente".

Referindo-se a pressões sobre o colectivo que julga este caso para que decidam pela culpa dos arguidos porque de contrário "a Justiça ficaria desacreditada", Ricardo Sá Fernandes afirmou que "a única justiça que interessa aqui é a deste caso concreto".

Para a defesa de Carlos Cruz, o único desfecho aceitável do julgamento será "absolver, porque qualquer outra decisão seria injusta e intelectualmente inaceitável".

Ricardo Sá Fernandes disse esperar que haja resposta às suas alegações por parte do Ministério Público, representado pelo procurador João Aibéo, e por parte do advogado das vítimas de abusos sexuais da Casa Pia, Miguel Matias, cuja argumentação disse valer "zero, do ponto de vista intelectual".

O advogado considerou que ambos trouxeram a julgamento apenas "a fé e pressuposto" de que os arguidos são culpados, aplicando-os "mecanicamente".

O defensor de Carlos Cruz desafiou também o advogado que representa os jovens casapianos a permitir que seja aceite no julgamento a leitura dos depoimentos que aqueles que acusam Carlos Cruz e os outros arguidos prestaram em fase de inquérito.

"Faço um último apelo para que revejam essa posição [de impedir a leitura], porque não é aceitável que se tranquem as declarações nos inquéritos", declarou.

Quanto aos jovens que acusam Carlos Cruz e os outros arguidos, Ricardo Sá Fernandes afirmou: "Oxalá venham à leitura da sentença".

"Entendemos esse estatuto de vítimas, esse é um problema moral que todos temos. Não os abandonaremos. Carlos Cruz aceita e respeita esse estatuto. Mas é preciso que entendam que não é porque se constrói uma história, e jornalistas depois nos apaparicam, que atingimos o que queremos", disse.

Na conclusão das suas alegações finais, Sá Fernandes aludiu a vários casos ocorridos nos Estados Unidos, França e Itália em que acusações de abuso sexual feitas por várias crianças a diversos arguidos, tal como no caso Casa Pia, vieram a revelar-se falsas.

Em alguns casos houve pessoas presas durante vários anos e outras que chegaram a suicidar-se na prisão, algo em que, afirmou o advogado, o processo Casa Pia não chega a ser tão grave.

No entanto, disse que o processo foi mais grave porque "era fácil tê-lo deslindado", acrescentando que "isto passa-se no centro do país e movimentaram-se meios como antes nunca tinha sido feito".

"Onde era suposto termos o melhor, tivemos o pior", disse Sá Fernandes, insistindo em que os responsáveis pelo inquérito aceitaram como verdade "uma fantasia adolescente, numa investigação com erros sistemáticos e grosseiros, com o apoio intensivo da Comunicação Social".

"Isto diz muito da nossa irracionalidade e atraso", disse, pedindo ao tribunal que na fundamentação do acórdão que venha a proferir "explique às pessoas o que aconteceu".

Além de Carlos Cruz, estão em julgamento por crimes sexuais o médico João Ferreira Diniz, o embaixador Jorge Ritto, o advogado Hugo Marçal, o ex-provedor adjunto da Casa Pia, Manuel Abrantes, o antigo motorista da instituição Carlos Silvino e Gertrudes Nunes, proprietária de uma casa em Elvas onde alegadamente ocorreram alguns abusos.

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Quarta-feira 14 Janeiro de 2009

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Mulheres são presas acusadas de furtar igreja em SP






Duas mulheres, sendo uma gestante de oito meses, foram presas na noite desta segunda-feira sob suspeita de tentarem furtar a capela São Benedito, no bairro Vila Nova, em Pirapora do Bom Jesus, na Grande São Paulo.

Segundo o relato de testemunhas, Daniela Bispo dos Santos, 23 anos, e Aline Aparecida Nunes Rodrigues, 19, chegaram acompanhadas de dois homens. Enquanto elas vigiavam o local, seus comparsas forçavam a porta da igreja, para tentar arrombá-la.

Após receber denúncia dos vizinhos da igreja, policiais efetuaram a prisão das duas mulheres. Já os dois rapazes conseguiram fugir se jogando no Rio Tietê.
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terça-feira, 13 de janeiro de 2009, 15:16
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MP requer suspensão de entrada de presos

O promotor de Justiça Cyro Blatter requereu nesta segunda-feira ao juiz da Vara de Execuções Penais que suspenda a entrada de novos presos no Sistema Prisional de Alagoas. O Ministério Público Estadual pediu que a portaria 001/2006 da 16ª Vara Criminal da Capital, que regula a capacidade máxima em 25% acima do número de vagas existentes, seja imediatamente cumprida. A medida da Promotoria foi tomada após ser informada que a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Alagoas (Adepol) ajuizaria uma ação visando a interdição de várias delegacias.

Segundo o promotor Cyro Blatter a situação dos presídios em Alagoas é sensível e precisa ser discutida de forma conjunta, entre Executivo, Judiciário, MPE e sociedade civil organizada. "Precisamos sentar e discutir uma alternativa viável. Não é de forma precipitada que nós vamos conseguir resolver este problema, que é um problema nacional, mas que em Alagoas registra índices mais alarmantes", analisou o promotor. Ele apresentou uma planilha com os indicadores de reeducandos no sistema.

O Baldomero Cavalcanti tem capacidade para 348 pessoas e está com 571, ou seja, 64,1% acima do número de vagas existentes. No Cyridião Durval a situação é um pouco melhor com 447 homens em um espaço destinado para 320, apontando um excedente de 39,7%. A Casa de Detenção, inaugurada em 2006, já extrapolou sua capacidade e opera atualmente com 23,8% acima do normal, ou seja, 297 detidos para 240 vagas. No Santa Luzia, que tem espaço para 74 mulheres, estão presas 103, ou 39,2% a mais. O único local com vagas dentro do limite é o Manicômio Judiciário que está com 92 homens para uma capacidade de 165.

Cyro Blatter enfatizou que assumiu a Promotoria de Execuções Penais há apenas uma semana e que desde então vem procurando resolver situações, que inicialmente parecem simples, mas que são delicadas. "Temos ao todo 4 mil mandados de prisão precisando ser cumpridos em Alagoas. Imagine se, de uma hora para outra, 25% deles acontecessem? Transformaríamos o sistema no caos", advertiu o promotor de Justiça, sustentando a necessidade de suspensão da entrada de novos presos.

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Fonte: Assessoria MP|16h25, 12 de janeiro de 2009

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Presídios terão scanner corporal

Seis penitenciárias do país receberão um equipamento de raios X considerado de última geração. O Body Scanner (scanner de corpo), já usado em presídios da Lituânia e Rússia, é capaz de detectar drogas, armas e qualquer objeto suspeito que alguém carregue dentro do corpo. A principal vantagem do aparelho será a de acabar com as revistas íntimas e constrangedoras pelas quais passam as mulheres que vão visitar alguém preso, na avaliação do diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Airton Michels. O Depen adquiriu seis equipamentos, fabricados na Alemanha, pelo custo de R$ 640 mil cada. A compra total ficou em R$ 3,8 milhões. Não foram divulgados quais estados receberão, sem ônus algum, os aparelhos. Mas é certo que pelo menos dois deles seguirão para as unidades federais de segurança máxima.

O Rio de Janeiro é o único estado que já comprou, antes mesmo do governo federal e por conta própria, o Body Scanner. Embora tenha sido adquirido no primeiro semestre do ano passado e instalado na área de segurança máxima do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio, sete meses atrás, a máquina ainda não entrou em funcionamento. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio, a última pendência para utilizar, de fato, o aparelho foi superada há poucos dias: uma autorização da Comissão Nacional de Energia Nuclear. Com isso, a previsão, ainda segundo a assessoria, é de que o scanner de corpo comece a ser operado nesta semana.

A ideia de Michels, do Depen, é adquirir cerca de 30 aparelhos ainda este ano. Ele prevê , com o aparato tecnológico, a diminuição da entrada de drogas e armas nos presídios, bem como a redução da prisão de mulheres que levam esses artigos para maridos, companheiros e filhos dentro das cadeias. “Elas saberão que serão pegas e não se arriscarão”, prevê. Michels lembra que 20% das presas por tráfico foram flagradas nessas circunstâncias. Além disso, as visitantes serão poupadas de tirar a roupa na frente das policiais e de fazer sucessivos agachamentos, sobre um espelho, para provarem que não levam nada dentro da vagina. “Essa revista é desnecessária e ineficiente. É quase um sadismo”, critica Michels.

Necessário
O Depen fechou a compra dos equipamentos no dia 31 de dezembro, mas eles ainda não chegaram ao país. Dois técnicos do departamento estiveram na Inglaterra e na Alemanha, no ano passado, para conhecerem a tecnologia. O Body Scanner se tornou comum em Londres depois dos atentados terroristas no metrô, em 2005. “Em seis ou sete segundos, os raios X fazem a leitura completa do corpo da pessoa. Acho que é um investimento muito necessário”, defende Michels. O Complexo de Gericinó, no Rio de Janeiro, onde provavelmente se dará o funcionamento do aparelho pela primeira vez no país, é constituído de 11 prisões e de uma população carcerária de 5,5 mil internos. Trabalham, na área, aproximadamente 800 servidores. Cerca de 2 mil visitantes passam pelo local diariamente.(Com Informações: FENAPEF)

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12/01/2009 - 12:19

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Delegado do caso de presa com homens volta à chefia da polícia

O governo do Pará anunciou nesta segunda-feira que Raimundo Benassuly voltará ao cargo de delegado-geral da Polícia Civil do Estado. Ele assume o lugar de Justiniano Alves Júnior. Benassuly ocupava a função quando foi divulgado o caso de uma adolescente de 15 anos que ficou presa com 20 homens na cadeia de Abaetetuba, em novembro de 2007.
» PA: caso completa 1 ano
» MP: jovem deve ser inocentada
» Ofício de caso teria sido alterado» Diretor: juíza mudou data de ofício
A jovem foi vítima de maus tratos, violência e abuso sexual. Naquele mês, durante audiência no Congresso Nacional, Benassuly disse que a jovem devia ter algum tipo de "debilidade mental" ao não manifestar a idade quando foi apreendida. O delegado tentou se justificar dizendo que essa foi uma hipótese levantada porque ela já havia sido presa em junho de 2007.
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Segunda, 12 de janeiro de 2009, 23h03 Atualizada às 23h09
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Mais uma quadrilha de traficantes é presa no litoral

Policiais Civis que atuam na operação Viva o Verão, em conjunto com policiais de Antonina, desarticularam sábado (10) uma quadrilha de traficantes que vinha agindo naquela cidade. Foram presos dois homens e duas mulheres, bem como apreendidas 101 pedras de crack, R$ 8.908,00 em dinheiro e uma faca.

Foram presos Marcelo Silva da Cruz, 28 anos, Celi Alves Monteiro, 51 anos, Luiz Fernandes Mendes Lino, 20 anos, e Sandra Mara Monteiro, 31 anos, todos de Antonina.

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11/01/2009 às 15:26:17 - Atualizado em 11/01/2009 às 17:18:27

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Cinco traficantes presos em operação

Cinco pessoas foram presas na manhã de ontem na chamada ‘‘Operação Vale do Açu 3’’, desencadeada em conjunto pelas Polícias Civil e Militar. Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, culminando com as prisões dos desempregados Edson Luiz de Oliveira, 21, conhecido como ‘‘Galego’’, André Fernandes Alves do Nascimento, 19, e Talisson Inácio da Silva, 19, além do comerciante Francisco Epaminondas Sobrinho, 59, e o trabalhador braçal Jadson Danilo dos Santos, 19. Foram apreendidas drogas, cerca de R$ 90 e uma espingarda calibre 12. Dois adolescentes de 17 anos também foram apreendidos.

O agente André Severiano, da Delegacia de Polícia de Açu, conta que a operação iniciou-se por volta das 6h da manhã de ontem. Segundo ele, Jadson Danilo foi preso na Rua Marieta Borges Montenegro, onde a polícia encontrou quantidades de maconha, crack e munições. Ele foi autuado por associação ao tráfico e posse ilegal de munições. ‘‘Ele disse que o material pertencia ao irmã de sua esposa e não sabia que ela estava com isso em casa’’, alega o policial.

André Severiano relata que Edson Luiz estava foragido da DP de Parnamirim, onde responde por homicídio. Esse preso, segundo o policial, tinha sido detido na cidade anteriormente, dando o nome falso de um cunhado falecido. Ele foi autuado por associação para o tráfico e falsidade ideológica. Talisson Inácio também foi autuado por associação para o tráfico.

Segundo o agente, com André Fernandes a polícia encontrou 10 pedras de crack. Também foram encontrados com o acusado R$ 90. ‘‘Ele assumiu a posse da droga e que também comercializava os entorpecentes’’, afirma o policial. Francisco Sobrinho foi detido por estar com uma espingarda calibre 12 de fabricação caseira e foi autuado por porte ilegal de arma. Os menores também responderão por ato infracional de associação para o tráfico.

A operação foi coordenada pelo delegado Normando Feitosa, da DP de Açu. Segundo André Severiano, o foco era combater a circulação de traficantes e armas na região. Doze delegados participaram da ação, além de um grupo de PM’s, coordenados pelo Capitão Alberto Gomes, do 10º BPM. Os presos permanecem detidos, aguardando decisão judicial.
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Domingo, 11 de Janeiro de 2009
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Desafio e ilegalidade na pichação

Mara Andrich

Daniel Caron/ Arquivo
Acima, fachada de loja pichada: prejuízo de R$ 7 mil. Abaixo, grafite patrocinado pela Prefeitura de Curitiba: onde começa e acaba a arte?

"Pichar é um ato compulsivo. É difícil explicar o motivo que me faz pichar. Só fazendo para entender." A declaração é de um pichador de Curitiba, de 20 anos, que prefere não se identificar, apenas diz pertencer ao grupo "Poetas". Para eles, pichar é romântico, é identidade, é adrenalina, emoção, vício, arte. E é com o nome de seu grupo que a maioria dos pichadores se identifica nos muros, paredes, prédios, praças e tudo mais onde puderem escrever os seus chamados "tags", ou seja, uma espécie de rubrica. Para os pichadores, o objetivo desse ato - que é considerado um crime ambiental - escrever no muro alheio não significa cometer um vandalismo ou sujar o que está limpo. Significa autoafirmação e ideologia.

Aliás, legalizar a pichação - ou o grafite - não é de interesse deles. "O risco de ser pego, a adrenalina de pichar lugares difíceis, fazer amizades. E é por isso que é tão difícil parar de fazer", disse ele. Segundo o professor de pintura e desenho Paulo "Auma" (Auma significa Arte Urbana Modificando Atitudes), o grafite e pichação não têm diferença, assim como em outros países. Eles dizem que um não é inferior ao outro, mas ambos têm um objetivo, seja ele ideológico ou romântico. "No início, em 1968, por exemplo, pichar era apenas fazer a assinatura. Com o tempo, os estilos de letra foram se modificando para ficarem mais visíveis até chegar nos objetos pop, no que aparecia na TV", comentou Auma. Nos Estados Unidos, a essência da pichação era a autoafirmação com as assinaturas. Na Europa, a questão política aparecia nas palavras, como em maio de 1968, na França, quando as pichações serviram de protesto dos jovens.

E tomando como exemplo o caso do grupo que pichou a Bienal, em São Paulo, em outubro do ano passado - uma menina do grupo acabou presa - o professor de Artes David R. (Heal) diz que não há como diferenciar o que é arte e o que não é. Para ele, é preciso entender a pichação e o grafite, assim como qualquer outro tipo de expressão artística, como a pintura ou a escultura. "Só assim as pessoas vão poder interpretar a pichação. Podem até não aceitar, mas vão entender. A pichação e o grafite são as mais puras formas de liberdade. O que é feio para alguém pode ser bonito para outra pessoa", contou. Para Thiago Syen, que faz vários grafites em Curitiba, o grafite é sinônimo de amizade, medo, alegria. "Passo sentimento nos meus desenhos. Principalmente de pessoas marginalizadas pela sociedade, como um caolho ou um bêbado", comentou.

Pichar rende multa e até prisão

O pichador adulto preso é encaminhado pela Polícia Militar ou pela Guarda Municipal ao distrito da região. Já o adolescente vai para a Delegacia do Adolescente. Somente lá, foram registrados no ano passado 82 casos de pichação diante das 2.972 ocorrências do local. Em 2007, foram 93 casos. Para se ter uma idéia da quantidade de pichações feitas na cidade pode-se ter como exemplo os dados da guarda municipal, que atendeu 755 ocorrências destas no ano passado, que resultaram 142 detenções.

A delegada adjunta da Delegacia do Adolescente, Luciana de Novaes, diz que a punição existe sim, e que as penas alternativas são suficientes para um jovem. "É um mito a sociedade acreditar que não vai haver resultado se for à polícia. Mas as pessoas têm que vir e denunciar, pois assim o ressarcimento será rápido, pois aqui não temos um volume tão grande de processos como em outras delegacias", informa. Para a delegada, o simples fato de o adolescente estar em uma delegacia já surtem resultados. "Você conversar com ele, dar a oportunidade dele reparar o erro, dizer que aquilo foi um ato egoísta, vai fazê-lo entender o que fez", diz a delegada. Além da lei ambiental, em Curitiba a pichação e o grafite são incluídos em uma lei municipal, que prevê multa de R$ 750 aliada à proibição de participar de concursos públicos municipais por dois anos. A lei vale quando a pessoa é detida por um guarda municipal ou por alguma autoridade da prefeitura. Para o secretário municipal da Defesa Social, coronel Itamar dos Santos, a dificuldade em prender pichadores são os horários. "Você não tem ideia de onde eles vão agir, e nem dos horários. Por isso é importante que a população denuncie pelo telefone 153", afirma.

Vítimas: faltam punições

Arte ou vandalismo? Depende do ponto de vista. Definir o que é pichação para quem já foi vítima do ato significa indignar-se. Além de gastar dinheiro para pintar um muro ou parede pintada, ainda há
o fato de que pichar ou grafitar é crime ambiental. O artigo 65 da Lei 9605 prevê pena de três meses a um ano de prisão (para maiores de 18 anos) e, se a pichação ou o grafite forem realizados em um local tombado, a pena se agrava, subindo de seis meses para um ano. Já para os adolescentes, a penalidade é uma medida socioeducativa: a interrupção da liberdade, prestação de serviço à comunidade, reparação do dano ou simplesmente uma advertência por parte do juiz. No entanto, para as vítimas, a punição quase não existe e, se existe, não é suficiente.

O comerciante de Curitiba Élio Mazarotto que o diga. Ele já teve duas lojas pichadas e vai ter que gastar R$ 7 mil para trocar o letreiro do local. "Eu já fiz boletim de ocorrência, mas sinto que, para a polícia, dos crimes este é menor. Acho que fazem pouco caso das pichações e não resolve nada", indigna-se. No dia seguinte à pichação, conta Mazarotto, os jovens ainda voltaram para tirar fotos do que fizeram. "Sofremos com isso pelo menos três vezes ao ano", reclama. O presidente do Jockey Club do Paraná, Roberto Hasemann, também está indignado. Nem bem foi pintado, o muro do local já está todo pichado. Agora, além de gastarem novamente com a pintura, o clube ganhou um sistema de câmeras, além dos seguranças que fazem ronda. "Acho que é um ato de vandalismo a uma entidade centenária. Um desrespeito terrível", diz ele.

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11/01/2009 às 00:00:00 - Atualizado em 11/01/2009 às 01:37:20

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Dupla é detida em boca de Dourados com maconha e cocaína

João Humberto
Dourados News
Vanessa e seu namorado de 17 anos comandavam a boca de
fumo.
Uma porção de maconha e 21 papelotes de cocaína foram apreendidos ontem em poder de Vanessa Teixeira Andrade, 26 anos e um adolescente de 17 anos, no Jardim Novo Horizonte, em Dourados, município situado a 221 quilômetros da Capital. A Força Tática da PM (Polícia Militar) fechou a boca de fumo que funcionava na Rua Beniciano de Matos Pereira.

Em poder da dupla, os policiais ainda encontraram vários objetos sem procedência, três celulares, duas bicicletas, um quadro de bicicleta, um aparelho MP4 e R$ 127.

Segundo o site Dourados News, Vanessa foi presa em flagrante, enquanto o adolescente foi encaminhado à Unei (Unidade Educacional de Internação) local. Lá ele contou que atuava como vendedor na boca de fumo e que oferecia drogas aos usuários por até R$ 5 o papelote.
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Sábado, 10 de Janeiro de 2009 20:33
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Mulher é presa com droga ao entrar na cadeia

Uma mulher foi presa na tarde de sexta-feira (9) por tentar entrar na cadeia da delegacia de Paranaguá com 140 gramas de maconha escondida no sutiã em Paranaguá, no Litoral. Vilmara Correia, 33 anos, foi presa em flagrante e vai responder pelo crime de tráfico. De acordo com o delegado José Antonio Zuba de Oliva, a droga foi encontrada durante a revista que é feita para impedir que pessoas entrem com substâncias ilícitas.

"As nossas policias têm um preparo técnico para fazer a revista de maneira que tudo o que é proibido não entre dentro da cadeia. Esta prisão mostra que o trabalho que vem sendo realizado está dando certo", afirmou o delegado. Na revista as mulheres ficam nuas e passam por vários procedimentos que avaliam se estão ou não com entorpecentes, celulares e outros objetos. "Este método é muito rigoroso porque já encontramos várias vezes drogas até no ânus de mulheres", relatou.

Segundo o delegado, as policiais, que trabalham na revista de mulheres que fazem a visita à presos, desconfiaram de Vilmara antes mesmo de começarem a vistoria. Quando fizeram toda a verificação, foram encontrados sete tijolos de maconha separados que somavam 140 gramas. Agora ela fica presa na delegacia de Paranaguá à disposição da justiça.

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10/01/2009 às 16:20:21 - Atualizado em 10/01/2009 às 17:22:59

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BM começa ano com ofensiva contra o tráfico em Caxias

Treze pessoas foram presas pela Brigada Militar nos primeiros dias de 2009

A Brigada Militar (BM) caxiense começou 2009 com uma ofensiva no combate ao tráfico de drogas. Entre quinta e sexta-feira, policiais prenderam duas mulheres, que estão recolhidas na Penitenciária Industrial de Caxias.

De 1º de janeiro até sexta-feira, a corporação fez cinco operações. Com elas, por exemplo, superou o número de apreensões de pedras de crack na comparação com todo o mês janeiro do ano passado. Em nove dias, 188 pedras da droga foram recolhidas, contra 180 no primeiro mês de 2008.

No ano passado, 52 mulheres foram detidas por envolvimento no comércio de entorpecentes. Neste ano, três foram presas. A última operação da semana ocorreu na madrugada de sexta-feira, quando Karina da Silva de Oliveira, 23 anos, foi detida em uma casa na Rua Flavio Chaves, no bairro Montes Claros. Com ela, a polícia apreendeu duas trouxinhas de cocaína e 10 de maconha, 11 pedras de crack e uma balança de precisão. A BM recolheu ainda R$ 694.

A outra prisão ocorreu no final da tarde de quinta-feira, no bairro Fátima. Terezinha Maria Teles, 44, foi presa e a filha dela, uma adolescente de 15 anos, apreendida. A jovem foi enquadrada como vítima de corrupção de menores. A operação ocorreu às 18h de quinta-feira, na Rua Ivone Jobim Vargas.

Na casa, foram apreendidas 26 pedras de crack, uma balança de precisão e um estilete. Além disso, os policiais apreenderam um revólver calibre 38 com a numeração raspada, 11 projéteis calibre 38, uma munição de pistola calibre 35, seis estojos deflagrados de calibre 38 e uma munição calibre 32 para espingarda. A casa já havia sido alvo de uma operação da Polícia Civil no dia 25 de setembro de 2008, quando foi apreendida uma pequena quantia de drogas, segundo o delegado Marcelo Grolli. Aquela ocorrência foi registrada como posse de entorpecentes.

— Nós vamos manter essa ação contra o tráfico, porque entendemos que ele está por trás dos grandes crimes. Muitas mulheres estão inseridas em pontos que antes eram dominados pelos homens — afirma o comandante do 12º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Júlio César Marobin.

O envolvimento das mulheres no tráfico foi mostrado pelo Pioneiro há uma semana. Segundo dados oficiais, a cada 10 flagrantes de tráfico da BM em 2008, havia a participação de três mulheres. Segundo a polícia, normalmente a aproximação ocorre a partir dos companheiros. Quando os homens são presos, as mulheres tomariam conta do ponto para sustentar a família.

Pioneiro

Tatiana Cavagnolli /

Marobin promete intensificar ações
Foto: Tatiana Cavagnolli

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10/01/2009 | 12h30min

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Dupla é presa ao assaltar loja em Venda Nova

JUVERCY JUNIOR

Em uma ação ousada, uma adolescente e um desempregado invadiram uma loja localizada na avenida Padre Pedro Pinto, em Venda Nova, Belo Horizonte, renderam funcionários e roubaram dinheiro e pertences pessoais das vítimas. De acordo com militares do 13º Batalhão da PM, a dupla teria invadido o local e, com um revólver calibre 32, obrigado as pessoas que estavam no local a entregarem o material roubado.

Assustados com a ação truculenta da dupla, funcionários acionaram a polícia. Após um rastreamento na região, ambos foram encontrados com o material roubado e o revólver usado no crime. Eles foram encaminhados ao Centro Integrado de Atendimento ao Menor de Belo Horizonte.

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09/01/2009 19h14

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PRF Eunápolis intensifica fiscalização durante as festas de fim de ano

Durante a Operação Natal a Polícia Rodoviária Federal intensificou a fiscalização com o objetivo de evitar acidentes de trânsito e salvar vidas. No trecho da 9ª Delegacia-Eunápolis, que cobre a BR 101 desde o Rio Jequitinhonha até a divisa BA/ES além da BR 367 no trecho que liga Eunápolis a Porto Seguro e a BR 498 que liga Teixeira de Freitas ao estado de Minas Gerais, os policiais trabalharam em regime de escala extra para atender a demanda provocada pelas festividades do natal. O saldo foi positivo.

Ocorreram 19 acidentes, 47% menos que no mesmo período do ano passado (em 2007 foram 36 acidentes). Quanto às vítimas, houve uma redução de 58% (em 2007 foram 17 enquanto em 2008, apenas 7) o número de mortos permaneceu igual ao de 2007: 01 vítima fatal. Para o Reveillon, a PRF de Eunápolis receberá reforço do efetivo de outras cidades, com mais viaturas e mais policiais. Também serão utilizados durante toda a operação, que vai do dia 30/12 ao dia 04/01, etilômetro e radares portáteis para coibir a associação álcool e volante além do excesso de velocidade.

Abaixo segue o resumo das ocorrências policiais durante a Operação Natal:

28/12/2008 - Em Eunapolis, km-715, da BR-101, às 10:20 hs, foi preso , José Rodrigues de Souza filho, 37 anos, condutor do veiculo, Fiat Tempra, de placa: GTS-1202-MG, por estar portando CNH falsa, foi encaminhado a policia civil de Eunapolis,

26/12/2008 - Em Itabela, Km 760 da BR 101 às 10h00, foi presa Marani Silva de Azevedo, 18 anos, portando uma pistola bereta Cal 6.35 Nr E36581 e duas munições, além de dois celulares, um chip da operadora vivo e uma quantia em dinheiro de R$ 351,00. A autora foi acusada de assalto a um ônibus da viação Águia Azul, que ocorrera nessa manhã, em companhia de dois elementos fugitivos da cadeia pública de Itabela. Ocorrência encaminhada à Polícia Civil local.

26/12/2008 - Em Eunápolis, Km 720 da BR 101, às 19h01, foi preso o Sr Fábio Cordeiro dos Santos, 30 anos, CPF 944.950.925-53, condutor do veículo M. Benz/L1113, placa GON 0128/MG, por conduzir o veículo tendo feito uso de bebidas alcoólicas, envolvido-se em acidente no Km 681 da BR 101 às 14h45 e afastado-se do local, tendo sido localizado pela equipe após diligências em sua residência e feito teste de etilômetro, onde acusou 0,69 Mg de ar alveolar. Ocorrência encaminhada à Polícia Civil local.

26/12/2008 - Em Porto Seguro-BA, no km 60 da BR 367, às 11:10 foi encontrada a menor P F dos S, 14 anos que chorava incessantemente e demonstrava-se muito alterada. Alegou ter tido o filho de 1 ano e 7 meses roubado durante a noite e que estava procurando pelo mesmo. A adolescente foi encaminhada para o Conselho Tutelar de Porto Seguro.

28/12/08 - Em Eunapolis, KM-83 DA BR 101 ás 10h35, 25/12/2008, foi preso Rafael da Silva Santos, nascido em 18/07/1981, por agredir fisicamente o condutor do veiculo atropelou sua esposa.

24/12/2008 - Em Porto Seguro, no km-36 da BR-367, às 19:30 hs, foi preso o cidadão, Eduardo da silva paz, 28 anos, conduzia o veiculo Bugre de placa JLB-9915-BA, veiculo esse roubado, os mesmos foram entregues na delegacia civil de Porto Seguro.

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Polícia Militar acumula mais de 107 mil atendimentos em Mato Grosso

Da Redação

O relatório mais recente de atividades da Polícia Militar, compilado pela Assessoria de Estatística e Planejamento do órgão, indica que foram atendidas, no exercício de 2008, mais de 107 mil ocorrências em todo Mato Grosso e a tendência é a de que esse número aumente já que o cadastramento de informações referentes às atividades desenvolvidas no ano passado poderá ser realizado até a data de 12 de janeiro nos oito Comandos Regionais (Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Rondonópolis, Barra do Garças, Cáceres, Tangará da Serra e Juína). Há dez dias, no penúltimo levantamento realizado e divulgado, haviam sido cadastradas 99,6 mil ocorrências. Os dados completos sobre a produtividade da força de segurança serão anunciados, brevemente, em entrevista coletiva.

“Cada uma das ocorrências exige empenho e técnicas de gerenciamento de crise. Cada uma delas, na verdade, é uma situação que merece gerenciamento”, explica o coronel Antônio Benedito Campos Filho, comandante geral da Polícia Militar. Ele frisa ainda, diante das quatro recentes denúncias quanto à ação da PM, que no exercício de 2008, 262 pessoas procuraram à Corregedoria da Instituição para fazer algum tipo de reclamação e denunciar casos de abusos.

“Diante do montante atendido, esse número representa uma fração ínfima do trabalho desempenhado. Já temos 107 mil atendimentos, frisa”. Ele pondera ainda que atividade policial é extremamente estressante, mas que a justificativa não pode ser usada para respaldo de excessos cometidos. "Quem age fora da premissa da Instituição arca com as consequências por seus atos, de acordo com a legislação vigente".

Afirma ainda que em 2008, foram abertos 536 procedimentos pela Corregedoria Geral da PM o que demonstra redução dos índices, já que em 2007 foram pouco mais de 600. “Vivemos sob o amparo da Constituição Federal e não existe mais a execução sumária”. É válido informar que o número de procedimentos abertos (536) é maior do que as denúncias (262) em razão de que cada responsável por Batalhão da PM ou comandante regional pode determinar a instauração de procedimentos de apuração, assim como a Corregedoria tem a prerrogativa de instaurar a análise dos fatos informações internas.

Heróis - Ele informa ainda que no decorrer de 2008 nove policiais militares perderam a vida quando exerciam atividades profissionais e também em acidentes automobilísticos quando se deslocavam para os respectivos locais de trabalho e outros 14 policiais ficaram feridos em atividades inerentes a profissão ou em atendimento de ocorrências. O levantamento é da Diretoria de Recursos Humanos da Polícia Militar. Uma das vítimas trata-se do soldado Marcos Antônio de Oliveira Sabala, morto em 1º de agosto de 2008, ao tentar impedir o resgate de presas da cadeia pública de Cáceres. O soldado Fábio Moraes de Aguiar, morreu em 2 de janeiro de 2008, ao tentar, desarmado, impedir que um adolescente roubasse a quantia de R$ 10 de uma mulher no bairro CPA. “O policial militar é a pessoa que está nas ruas quando todos estão em casa. É ele quem oferece a vida pela do cidadão”.
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09/01/2009 - 14:19
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Ataques a latinos apresentam um padrão de ódio

Ataques a latinos apresentam um padrão de ódio

Logo NYT

PATCHOGUE – Carlos Orellana, operário de construção do Equador, estava voltando para casa a pé em uma pequena vila de Long Island em 14 de julho, de acordo com ele, quando cerca de doze garotos jovens de bicicleta bateram nele até que ele caísse e o chutaram e espancaram, enquanto gritavam “Volte para o México”.

Orellana, 39, disse que perdeu a consciência e quando acordou, seus sapatos e US$ 20 tinham desaparecido. Ele chamou a polícia e disse que reconheceu alguns dos garotos, que sempre andam pela Main Street. Mas as fotografias de suspeitos mostradas pela polícia não ajudaram. A polícia classificou o caso como roubo de segundo grau, disse ele, e ninguém foi preso.

Ataques como os que Orellana informou têm chamado atenção desde que Marcelo Lucero, outro imigrante equatoriano, foi esfaqueado até a morte em 8 de novembro, próximo a Main Street. Os promotores públicos dizem que sete garotos de 16 e 17 anos, a maioria da vizinhança de Medford, atacavam Lucero quando um deles se precipitou contra ele com uma faca. Os ataques são como um passatempo para o qual os jovens, que alegam não serem culpados, têm um termo casual e depreciativo “caça aos latinos”. Um dos jovens disse às autoridades “Eu não saio para fazer isso com muita frequência, talvez uma vez por semana”.

Isso não é novidade para os Latinos em Patchogue, que dizem os tormentos, agressões e ataques regulares estão fazendo-os viver no medo – onze homens contaram ao “The New York Times” sobre 13 ataques, nove deles nos últimos dois anos.

Mas a polícia do Condado de Suffolk disse que é uma novidade para eles.

“Não tínhamos notado isso”, disse Richard Dormer, responsável da polícia do condado, em uma entrevista no último mês. “E isso é uma preocupação para nós”.

Orellana é um dos muitos residentes latinos que acreditam que Lucero estaria vivo hoje se a polícia tivesse levado mais a sério os crimes e tivesse reconhecido-os como sintomas de um grande problema. Enquanto alguns imigrantes latinos dizem que estão relutantes em denunciar os crimes porque estão no país ilegalmente e temem a discriminação, eles e seus advogados acreditam que a polícia não viu um padrão porque não quer ver nada.

“Eu disse às pessoas, aqui as autoridades estão esperando que um branco mate um hispânico ou um hispânico mate um branco”, disse Orellana. “Eles continuam atacando e roubando e nada muda. Tinha que haver uma morte e essa morte foi a de Lucero”.

Promotores dizem que os jovens acusados no ataque a Lucero perseguiram outro latino e atiraram com uma pistola de ar em um terceiro homem naquele dia. Mas os problemas começaram bem antes da morte de Lucero. E pelas contas dos homens, a série de ataques envolveu muito mais adolescente.

No mês passado, repórteres do “The New York Times” falaram com onze latinos que deram detalhes na descrição dos ataques que eles disseram ter sofrido ou testemunhado. Os ataques descritos mostraram um padrão: grupo de adolescentes – quase sempre, de acordo com os homens, de cidades vizinhas – andando a esmo e atacando latinos sem razão.

Os homens disseram que os grupos eram formados em sua maioria por jovens garotos brancos, mas algumas vezes havia agressores negros ou latinos ou garotas que ficavam observando. As histórias não podem ser investigadas separadamente. Alguns têm os números da queixa feita à polícia ou as contas dos hospitais, mas a maioria não guardou nada.

O “The New York Times” forneceu a polícia do condado alguns detalhes de cada descrição. Dormer disse que a polícia estava conduzindo investigações intensivas de diversos casos que chamaram atenção, mas recusaram comentários sobre casos individuais.

Os imigrantes dizem que têm certa responsabilidade, porque alguns não denunciaram ataques que aconteceram. Muitos temem a polícia por serem ilegais no país; alguns dão nomes falsos; alguns não sabem como o sistema de justiça criminal funciona ou como documentar sobre os processos com a polícia. Grupos de advogados de imigrantes dizem que a polícia frequentemente sustenta um ciclo de desconfiança ao, inadequadamente, perguntar sobre a situação de imigração; a polícia nega esse fato.

Mas a maioria daqueles que falaram com o jornal disseram que eles ou uma testemunha chamou a polícia. Diversos disseram que oficiais anotaram as informações e mostraram-lhes fotos de possíveis suspeitos. Ainda assim cinco homens que denunciaram ataques acreditam que a polícia não levou os casos muito a sério. Um homem disse que um oficial disse a ele que não poderia prender um menor; outro contou que a polícia o desencorajou a preencher o relatório de denúncia; um terceiro disse que viu uma vítima sendo presa depois que seus agressores disseram aos oficiais que ele havia começado a briga.

Em 3 de dezembro, um grupo de advogados Latinos na América e a Igreja da Congregação de Patchogue convidou as vítimas para irem à igreja relatar os casos a advogados e autoridades, incluindo a polícia, o procurador da região, o FBI e o Departamento de Justiça. A maioria dos homens que falaram com o “Times” estavam entre aqueles que contaram suas histórias na igreja. Orellana contou a história, e no outro dia a polícia trouxe mais fotos de suspeitos até sua casa. Dessa vez, ele identificou vários de seus agressores.

De acordo com ele, um dos agressores era Jeffrey Conroy, atleta conhecido do colegial avisado de ter atacado Lucero com a faca.

O advogado de Conroy, William Keahon, disse que Conroy não atacou Orellana, acrescentando que cobertura da mídia deve ter distorcido as memórias de Orellana.

No começo de dezembro, Dormer mandou que o departamento fizesse a auditoria de diversas denúncias arquivadas no ano passado na 5ª jurisdição, o que inclui Patchogue, “para ver se tem algo que nós não percebemos”, disse ele, acrescentando “não somos tão ingênuos a ponto de pensar que nada estava acontecendo”.

Mesmo que o departamento tenha um sistema computadorizado chamado ComStat, que ajuda a traçar padrões, a polícia pode ter deixado passar uma tendência, se oficiais registraram incidentes similares de maneira inconsistente, como “perturbação”, “informação da polícia” ou importunação”, disse Dormer. Oficiais irão receber novos direcionamentos para escrever relatórios, disse.


Por ANNE BARNARD


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09/01 - 17:40

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Agente de saúde é presa com maconha em Eunapólis

Redação CORREIO

Uma agente comunitária de saúde foi presa na quinta-feira (8), no Complexo Policial de Eunápolis, após ser pega com 15 gramas de maconha dentro de um rolo de papel sanitário, que estava bem lacrado.


Delegado mostra o rolo de papel higiênico onde foi encontrada a maconha
(Foto: Reprodução Radar 64)

Os agentes policiais encontraram a droga na sacola que a acusada, Edinise Félix dos Santos, 32 anos, levava para o seu sobrinho preso com itens de higiene pessoal e alimentos. Ela alegou que não sabia da existência da droga e que fez apenas um favor para o sobrinho que está preso por assassinato.

O adolescente já foi ouvido pelo delegado responsável pelo caso, Marivaldo Felipe, e confirmou a versão da tia. Segundo reportagem do site Radar 64, o garoto também disse que não sabia da existência da maconha, porque recebeu a encomenda de uma terceira pessoa, um moto-taxista ainda não localizado. O menor agora será encaminhado para a Promotoria da Infância e Juventude.

O delegado disse que como a mulher estava em posse da substância entorpecente, ele teve que lavrar o flagrante e que agora quem vai julgar o caso é a justiça.

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Primeiro dia da "Operação Reação" faz 12 presos

BELÉM (PA) - A Polícia Civil prendeu em flagrante 12 pessoas com drogas, nos bairros da Cidade Velha e Reduto, durante o primeiro dia da Operação Reação, iniciada ontem. Eles foram conduzidos à Seccional Urbana do Comércio. O balanço parcial da ação policial foi divulgado, nesta sexta-feira (9) durante entrevista coletiva a jornalistas, concedida pelos delegados Paulo Tamer, diretor de Polícia Metropolitana, e Cláudio Galeno, coordenador do GPE (Grupo de Pronto-Emprego). A operação tem como objetivo atuar de forma ostensiva na prevenção e combate da criminalidade, em Belém. A meta maior é conter os índices de crimes.

Os policiais civis do GPE, em número de 21 agentes, realizam rondas ostensivas com abordagens e revistas em pessoas suspeitas ou não, bem como, no interior de veículos, como carros particulares, coletivos, motos e bicicletas, em horários e locais levantados pela Inteligência da Polícia Civil. Os suspeitos são conduzidos e apresentados na delegacia mais próxima para verificar se apresentam pendências junto à Polícia, Justiça e Sistema Penitenciário. “Bandido vai ter tratamento como ele merece”, disse Tamer. As ações são realizadas pelo GPE, que é formado por policiais civis com outro tipo de treinamento para operações especiais.

De acordo com o delegado Tamer, a Operação vinha sendo estudada, há algum tempo, com base no levantamento estatístico de áreas e horários de maior incidência de delitos na cidade. Dessa forma, a Polícia Civil elaborou uma operação policial mais firme, que não se limita a conduzir pessoas às delegacias e manter presas apenas as que estão em situação de flagrante. Agora, todas as pessoas, mesmo aquelas que não cometeram crime nem estão em flagrante, serão conduzidas à unidade policial.

Os policiais irão atuar na prevenção e repressão aos crimes que mais incomodam a população, que são o roubo, o chamado crime de “saidinha” de banco, enfim, delitos que alimentam o tráfico de drogas. “Nessa Operação, todo veículo é encarado como suspeito”, afirma, salientando que todas as pessoas detidas, seja adulto ou menor de idade, terão o mesmo tratamento. “Os adolescentes serão levados à delegacia especializada, no caso, a DATA (Divisão de Atendimento ao Adolescente), para triagem. Os adultos serão levados à unidade policial do bairro”, enfatizou. O delegado solicitou, durante a entrevista, o apoio da categoria dos taxistas, pois alguns deles, ao verem a ação policial, pegam o equipamento de rádio-táxi e passam a informação sobre a Operação a outros taxistas, o que pode causar prejuízos para o trabalho de combate ao crime.

Paulo Tamer salienta que a Polícia Civil vem realizando constantes operações para combater e reprimir a criminalidade. Por outro lado, o delegado afirma que a participação da população é fundamental, através do serviço 181 (Disque-Denúncia), para a redução da criminalidade. “Toda pessoa ou situação suspeita deve ser denunciada”, garante. Sobre o número crescente de presos nas unidades policiais e casas penitenciárias do Estado, o delegado Tamer disse que a Polícia irá continuar a fazer seu trabalho, sem se importar com o número de presos. A ação policial tem prazo indeterminado para terminar. (Ascom/Polícia Civil)
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Mulher é presa e acusada de gerenciar tráfico de drogas em Vitória

Da redação

Mulher de um dos chefes do tráfico em Vitória, Jaqueline dos Santos, 29 anos, que usava um salão de beleza como fachada para a distribuição de drogas, foi autuada e presa nesta sexta-feira (09) no Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa –DHPP- de Barro Vermelho.

Segundo o chefe da operação que contou com 20 homens, José Lopes, “ao ser intimada, Jaqueline disse estar somente com munição de 38, o que não se comprovou. Ao revistar a casa, foi encontrado mais de 15. 000 reais no fundo falso da casa. E cerca de 2kg de craque. Além de munições e um revólver que estava sob posse dela”.

Lopes informou ainda que Jaqueline pertence a um grande esquema foi desmantelado com a sua prisão. “Ela é mulher de um chefe do trafico que está preso em Viana. Jaqueline receptava o dinheiro do tráfico. E quando começamos a apertar o cerco, o grupo mandou adolescentes trocarem tiros com agente, procurando inibir a policia,” explicou o chefe da operação, e acrescentou:

“Com a apreensão da agenda de Jaqueline nós temos grandes chances de acabar com este esquema. Fomos prendendo pessoas ligadas a eles e quando fomos informados que ela era receptora da quadrilha fomos em cima. E a prisão das agendas vai ajudar no termino das investigações.”, afirmou.

Jaqueline dos Santos não aceitou falar em juízo. Ela vai responder à porte de munição ilegal, associação com o tráfico, além do crime de receptação e porte ilegal de arma.

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5 são presos envolvidos com roubo de gado

*Da Redação
redacao@portalibahia.com.br

Trinta e oito cabeças de gado foram apreendidas quinta-feira (08), no município de Itatim, durante uma operação integrada das polícias Civil e Militar para desarticular uma quadrilha de receptadores de gado roubado no interior da Bahia.


Homem que transportava araras é preso
Homem é preso acusado de tráfico de aves

Na operação, que se estendeu até os municípios de Amargosa e Milagres, cinco pessoas foram presas, entre as quais Tiago Dias de Almeida, 23 anos, dono de um frigorífico em Amargosa.

Além de Tiago de Almeida, que já tem passagem pela polícia por furtos na cidade de Milagres, também foram presos Crispiniano Almeida Santos, o 'Peão', 32 anos, Danilo Sílvio dos Santos, 25, e Gilson dos Santos Cerqueira, 46 anos.

Um adolescente que estava em companhia do grupo foi apreendido, segundo informou o delegado de Milagres, Carlos Nogueira.

Segundo a polícia, os animais apreendidos estavam sendo transportados em um caminhão e que as investigações sobre a quadrilha tiveram início a partir de um crime ocorrido em outubro do ano passado, na BR-116, também envolvendo a receptação de gado.

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Heres Mitta

Desapareceu3